6 Espiral

  • Enciclopédia:
    • A imagem de uma enciclopédia como ciclo de aprendizado; que pode percorrer uma rede labiríntica.

      Relação entre método e caminho narrativo num labirinto enciclopédico e a escolha de percorrer uma trajetória em espiral.

    • Morin, Método I:

      • En-ciclo-pédia (pág. 22 da edição Europa-América, pág. 33 de Morin (2005)).

      • “Caminante no hay camino” (pág. 24 edição Europa-América, pág. 35 de Morin (2005)).

      • Inspiração espiral (pág. 25 edição Europa-América, pág. 36 de Morin (2005)).

      • O espírito do vale (pág. 26 edição Europa-América, pág. 38 de Morin (2005)).

  • Espiral explicativa:
    • Espiral a la Edgar Morin.

    • Hermenêutica:

      • Círculo hermenêutico, uma outra espiral, Terry Winograd (1987).

      • Hermeneutic Spiral, Belton (2017) págs. 16-21.

      • Círculo Hermenêutico, de von Weizsäcker para Heidegger, em Capurro (2022) pág. 259.

      • Sobre a diferenciação entre uma suposta continuidade do pensamento ocidental e uma descontinuidade de sistemas de pensamento (sugestão do Fido para pensar um pouco nisso):

        • Ainda não entendo muito essa diferenciação, bom papo pra ter.

        • Genealógico seria o paradigma descontínuo.

        • Talvez eu esteja num modo retrospectivo, tentando fazer as duas abordagens.

        • O que não entendo é por quê elas seriam mutuamente exclusivas.

        • A história das ideias parece ocorrer mais nesses momentos em que alguém senta para ler um monte de coisa, tenta debater com tudo quanto é formulação etc… só q esse processo numa escala maior é genealógico, porque os debates vão sedimentando em camadas.

        • Então seria um processo mais circular e recursivo… e que não termina nunca… círculo hermenêutico.

        • Daí que tento pensar na árvore e na espiral como duas movimentações, para não cair no rizoma (tudo ligado em tudo, conhecimento tvz tendendo a zero).

        • Rizoma parece mais uma potência de conexões… o que acaba acontecendo são conexões específicas.

        • É lindo e tal, mas não operacionaliza a meu ver.

        • Conceptual Spiral, Boyd (2018).

  • Linhas narrativas:
    • Várias narrativas em paralelo: muita cibernética, jogos, barcos, animais anfíbios e terrestres… e sim, serviço secreto, tortura e golpes de estado.

    • Um processo espirálico multidimensional; um atrator/loop muito estranho.

    • A leitura deste texto parece uma navegação de um barco na direção mais espiral, que ora parece adentrá-la, ora sair dela.

    • As pessoas loucas para saber o que está acontecendo agora quero saber especialmente o que está acontecendo agora lá no passado.

    • Isto é um liquidificador, isso sim!

    • Não tenho como dizer onde a espiral começa e onde ela vai parar, mas sei dizer que o ponto de entrada neste circuito será feito, neste ensaio, através da cibernética.

    • Produção de texto não-determinística, apesar de apresentar padrões, recorrências e intercorrências.

    • Nussbaum (2001) pág. xli (prefácio):

      Because the work-by-work structure I have chosen makes the thematic connections have more the shape of a Heraclitean spider’s web (see pp. 68-9) than of a linear measuring stick, I have also provided a number of different types of guides for the reader interested in tracing my discussion of some single theme through the chapters: (1) the outline of the overall argument in Chapter 1; (2) the detailed analytic table of contents; (3) frequent cross-references within the chapters; and (4) a detailed thematic index.

    • Nussbaum (2001) págs. 68-69.

    • Psuche em Sófocles como a aranha heraclitiana, Nussbaum (2001) pág. 69:

      The Platonic soul will be directed, in its singleness and purity, to ethical objects that are single-natured and unmixed, themselves by themselves. The Sophoclean soul is more like Heraclitus’s image of psuche: a spider sitting in the middle of its web, able to feel and respond to any tug in any part of the complicated structure. 60 It advances its understanding of life and of itself not by a Platonic movement from the particular to the universal, from the perceived world to a simpler, clearer world, but by hovering in thought and imagination around the enigmatic complexities of the seen particular (as we, if we are good readers of this style, hover around the details of the text), seated in the middle of its web of connections, responsive to the pull of each separate thread. (This fact is signaled to us when the Chorus, seeing Antigone enter, a prisoner, says, es daimonion teras amphinoo tode, 4 looking at this strange portent, I think on both sides’ (376).) The image of learning expressed in this style, like the picture of reading required by it, stresses responsiveness and an attention to complexity; it discourages the search for the simple and, above all, for the reductive. It suggests to us that the world of practical choice, like the text, is articulated but never exhausted by reading; that reading must reflect and not obscure this fact, showing that the particular (or: the text) remains there unexhausted, the final arbiter of the correctness of our vision; that correct choice (or: good interpretation) is, first and foremost, a matter of keenness and flexibility of perception, rather than of conformity to a set of simplifying principles. (All this Aristotle, returning to traditional views of choice, will explicitly argue.)

    • “Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela”, Martins (2021).

  • Árvore e espiral:
    • Arvoramento de entidades que se reproduzem no espaço e no tempo.

    • Espiral é um crescimento e uma mistura.

    • Método arbóreo-espiral:

      • No qual um labirinto é decomposto em duas componentes.

      • Espiral caótica entra e sai, converge, diverge e muda de sentidos.

      • É o movimento realizado por uma serpente ourobórica e centipede, uma Enciclopéia.

      • Enciclopéia: epopéia em ciclo espiral.

      • Árvore: textualidade.

      • Espiral: intertextualidade e hiperintertextualidade.

      • Verme, minhoca, serpente: “bookworm”.

      • Tronco/espinha: planto-zoo-morfia.

      • Lembra a tartaruga (cursor) do Logo; da alternância metabólica dos jabutis, e destes na canoa do tempo (jabutis são feitos de tempo).

      • Muito similar a um fluxograma em pseudocódigo de um loop constante.

  • Inspiral:
    • É a memória que possibilita o tempo em espiral, assim como a capacidade de repetição de acontecimentos. A sequência das lembranças não segue necessariamente a sequência dos acontecimentos e da memorização. A lembrança nem sempre será a mesma, e o evento repetido jamais será idêntico. Uma lembrança suscita revisitar algo, mas este algo já está noutro lugar. A reversibilidade, o restauro, a repetição, a recuperação etc ocorrem na mistura. Daí que nem linear, nem circular, mas nuncaa espiral para fora.

    • Por fim, porque desenho espirais desde criança. Sempre que pego lápis e papel e me permito garranchar a esmo, mandalas em espiral aparecem “espontaneamente”. Processos inconscientes? Evitaria interpretações jungianas, como perceberão.

  • Bibliografias:
    • As espirais arbóreas das bibliografias, seguindo referências em caminhos entrecruzados.

Bibliografia

Belton, Robert J. 2017. Alfred Hitchcock’s Vertigo and the Hermeneutic Spiral. Springer International Publishing.
Boyd, John R. 2018. A Discourse on Winning and Losing. Air University Press.
Capurro, Rafael. 2022. Información: Contribución a una fundamentación del concepto de información basada en la etimología y la historia de las ideas. Ápeiron Ediciones. http://www.capurro.de/info.html.
Martins, Leda Maria. 2021. Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela. Encruzilhada. Cobogó. https://www.cobogo.com.br/produto/performances-do-tempo-espiralar-poeticas-do-corpo-tela-spiral-time-performances-canvas-body-poetics-681.
Morin, Edgar. 2005. O Método 1. A natureza da natureza. Editora Sulina.
Nussbaum, Martha C. 2001. The Fragility of Goodness: Luck and Ethics in Greek Tragedy and Philosophy. 2º ed. Cambridge University Press.
Terry Winograd, Fernando Flores. 1987. Understanding computers and cognition. AW. Addison-Wesley Professional.